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Histórico


Jequié, cidade sol

O município de Jequié situa-se no sudeste baiano entre a região úmida da mata e a caatinga semi-árida. A cidade, com cerca de 150 mil habitantes (2005), está a 216m de altitude, sobre um conjunto de planícies e terraços do Rio das Contas. O sol é bonito e predominante. As chuvas acontecem, geralmente, de novembro a março.

A parte mais antiga da cidade, nas imediações dos rios das Contas e Jequiezinho, traz ruas estreitas e tortuosas, apesar das reformas urbanísticas. A região central nos mostra uma cidade de ruas largas, amplas avenidas e muitas praças: um traçado mais moderno, resultado do trabalho de engenheiros e técnicos que aqui viveram nas décadas de 1920 e 1930, período da construção da Estrada de Ferro.

Rua 7 de Setembro
Rua 7 de Setembro
Jequié apresentou considerável desenvolvimento desde as últimas décadas do século XIX aos anos 40 do século XX, quando se começa a notar a desaceleração desse desenvolvimento, que se acentua a partir dos anos 1950 para chegar até os nossos dias.

A expectativa de recuperação surgiu com a construção do Poliduto de Jequié, a partir de 1991, que foi inaugurado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 5 de julho de 1996.

Os rios das Contas e Jequiezinho


No passado, o Rio Jequiezinho possuía uma água corrente e limpa, onde parte da população pescava pequenos peixes. Hoje em dia, é um rio quase morto. Na época das chuvas, assume ares de rio de verdade, se avoluma e corre rápido em direção ao Rio das Contas. Quando a cheia atinge também o Rio das Contas, o rio Jequiezinho fica impedido de desaguar e, às vezes, se esparrama pelas áreas baixas do mangueiro do Costa e imediações do Centro de Abastecimento Vicente Grillo, inundando até mesmo casas comerciais e residências, em algumas ocasiões.

O Rio das Contas é todo ele baiano, nos seus 508 km de extensão, das nascentes na Serra das Trombas, na Chapada Diamantina, até desaguar totalmente no mar no município de Itacaré. Tem como principais afluentes os rios Gavião, do Antônio e Gongogi (pela margem direita) e os rios São João, Sincorá e Jacaré (pela margem esquerda).

Barragem Rio das Contas
Barragem da Pedra
Hoje é um rio largo e raso, resultado da derrubada das matas que o acompanhavam e protegiam. A grande quantidade de cachoeiras e corredeiras tornou impossível a navegação em muitos trechos. Na estiagem, fica praticamente seco em seu alto curso, correndo manso e quase imperceptível onde divide a cidade, tomando mais corpo à proporção que se aproxima de sua foz. No entanto, por ocasião das chuvas, mostra-se torrencial e sujeito a inundações.

Algumas de suas enchentes fazem parte da história, como a de 1914, que destruiu quase toda a cidade e determinou seu crescimento para as regiões altas onde hoje se encontram a Praça Rui Barbosa e suas imediações e o bairro do Jequiezinho. Na década de 60, foi inaugurada a Barragem da Pedra, que veio conter-lhe o ímpeto no período das chuvas. Hoje,o Rio das Contas pede socorro para sobreviver. A retirada indiscriminada de areia de seu leito, de argila de suas margens, os esgotos domésticos e de alguns estabelecimentos estão prejudicando muito o rio, tornando-o cada vez mais poluído.

Aspectos econômicos


Por se situar entre a mata e a caatinga, o município de Jequié não ficou na monocultura, mas apresenta uma diversificada atividade agropecuária: cacau (por muito tempo sua principal riqueza agrícola, hoje em declínio), mandioca, banana, coco-da-baía, cana-de-açúcar: pecuária: bovinos, caprinos, ovinos, suínos; a atividade hortigranjeira vem-se constituindo em opção econômica, tanto na região da mata próxima à sede do município, como na área da Barragem da Pedra. A atividade industrial, também variada, destaca-se com a indústria de roupas, de alimentos e de calçados. Uma escola do Senai qualifica e recicla profissionais em vários setores.

O Poliduto da Petrobrás, inaugurado em 1996, veio abrir novas perspectivas à economia jequieense, não apenas pela geração de novos empregos mas, principalmente, por possibilitar o surgimento de várias empresas periféricas e prestadoras de serviços.

O comércio


Centro Comercial
Historicamente, Jequié é uma cidade comercial. Nos seus primórdios (a partir de 1860), era aqui que se reuniam tropeiros e condutores de boiadas provenientes de pontos distantes até de Minas Gerais, com destino a Feira de Santana e Salvador. Aqui encontravam pouso, descansavam e recuperavam forças para a longa viagem. Assim, tornou-se importante entreposto comercial. Ainda hoje, a presença da atividade comercial na economia da cidade é forte. O comércio é responsável pela maioria da oferta de empregos. A cada dia que passa torna-se mais visível o fortalecimento comercial, agora nos mais diversos ramos de atividades somos destaques regionais. Com a chegada de empresas de renome nacional, o que veio comprovarl, que nossas empresas estavam bem segmentadas apresentando sempre qualidade, diversificações e o principal, menores preços.

Educação


Damião Vieira
Damião Vieira
Foi Damião Vieira o primeiro professor primário de Jequié. O primeiro centro de ensino médio foi fundado em 1935 pelo prof. Antônio Félix de Brito. Funcionou inicialmente no Sobrado dos Grillos e, depois, passou a se chamar Centro Educacional Ministro Spínola (CEMS).

Museu Histórico de Jequié
Museu Histórico de Jequié
Na administração do prefeito Newton Pinto (1948-1951) foi adquirido o terreno e iniciadas as obras do Instituto de Educação Régis Pacheco (IERP), que ampliado em várias administrações (o primeiro pavilhão foi construído quando Régis Pacheco era governador do Estado e Lomanto Júnior era prefeito de Jequié, em 1952), abriga hoje mais de 5 mil alunos de 1º e 2º graus, constituindo-se num dos maiores centros de ensino médio da Bahia. Depois do IERP vieram o CETEJE (Centro de Educação Técnica de Jequié) que hoje se tornou a FIEF (Faculdades Integradas Euclides Fernandes), o Colégio Estadual Luis Viana Filho, o Colégio Polivalente, Colégio Antônio Pinheiro (CAP), Colégio Dinâmico, Colégio Campus, Colégio Social, Colégio Matisse, Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães (CMLEM), Colégio Militar e vários ginásios municipais.

Em 1996 foi inaugurado um CAIC, nas imediações do bairro Pau Ferro, importante obra do Governo Federal. Hoje Jequié conta com o moderno Museu Histórico de Jequié - João Carlos Borges, onde podemos resgatar boa parte de nossa história graças ao batalhador Raimundo Meira.

Hoje em dia, Jequié conta com um bom número de instituições de ensino superior, a FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciência), a UNOPAR (faculdade de ensino a distância) como instituições particulares de ensino. A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) conta com um campus em nossa cidade composto por vários cursos de graduação, como por exemplo: Enfermagem, Odontologia, Biologia, Letras, Pedagogia, Educação Física, Matemática, Química e outros cursos de pós-graduação. Este número considerável de instituições faz com que Jequié possa ser conhecido como uma importante cidade universitária num futuro bem próximo.

Saúde


Hospital Santa Helena
Contamos na rede púlblica com o Hospital Regional Prado Valadares, hoje equipado com uma UTI (Unidade de terapia Intensiva) e diversos postos de saúde situados nos principais bairros e distritos da cidade.

Na rede particular, temos o Hospital São Vicente, Perpétuo Socorro, IORTE, SERVIR e o Hospital Santa Helena, este sendo o único na rede particular que dispõe de uma moderna UTI (Unidade de terapia Intensiva), além de clínicas nas suas mais diversas especializações. Tornando-se assim o principal centro hospitalar de toda nossa micro região.

Cultura


Ainda no final do século XIX, na então vila de Jequié, o poeta João Bastos publicava O Literato, um jornal mural e manuscrito. Por esse tempo, o mesmo João Bastos, juntamente com Lindolfo Rocha e outros, fundam uma Sociedade Literária, onde aconteciam concorridos saraus. Em 1902 foi criado o primeiro jornal impresso da vila, chamado O Jequié, de propriedade de Leopoldo Araújo. Muitos outros jornais se seguiram e, na década de 30, até uma revista de nome Tua, sob a responsabilidade de Werdival Pitanga. O semanário Jornal de Jequié, fundado em 1945, pelo poeta e jornalista Wilson Novais e Eunísio Bonfim, que logo em seguida contou com o reforço do jornalista Eusínio Soares, hoje continua circulando tendo como proprietário o jornalista Euclides Fernandes. Nos anos 90 tiveram: Jornal Sudoeste, O Rascunho, e o informativo Etcetera e hoje além do Jornal Jequié, tem A Folha, Revista Extra, o Jornal Novos Tempos e os informativos Trabróide, Outro Papo e In Foco.

O escritor e juiz de direito Lindolfo Rocha foi uma das pessoas mais notáveis de Jequié, apesar dos relativamente poucos anos que aqui viveu. Mineiro, depois de passar por Maracás e Areia (hoje Ubaíra), chegou à vila de Jequié em 1894 e aqui se estabeleceu como advogado. Logo se uniu a outros notáveis e começou a participar ativamente da vida social e política da vila: fundou o Clube União liderou os movimentos de combate ao banditismo e de nossa emancipação política. Foi ainda escritor de renome nacional, em especial com a obra Maria Dusá.

Wilson Novais Jr.
Wilson Novais Jr.
Entre nossos jornalista e escritores, merecem referência, entre os mais antigos: Antônio Amaral, Jovino Astrê, Oswaldo Silva, Walter Nogueira, Rui Espinheira, Zenildo Tourinho, Wilson Novais, Eusínio Soares, Dorival Borges de Sousa, Pacífico Ribeiro, Hermes Matos Martins, Pedro Paulo Braga, Henrique Meira Magalhães, Milton Rabelo, Émerson Pinto de Araújo e Luís Cotrim. Alguns desses, como Wilson Novais, Pacífico Ribeiro, Hermes Matos Martins e Luís Cotrim também se destacaram como poetas. Mais recentemente, alguns nomes alcançaram renome nacional, como Rui Espinheira Filho (poeta, cronista, romancista), Waly Salomão (poeta, compositor, agitador cultural), Jorge Salomão (poeta, diretor teatral), Humberto Mariotti (contista), Dermival Rios ( Escritor e dicionarista) entre outros. Também merecem referência, Mario Alves Filho( Musico, Escritor e Poeta), Ivan Ferreira, Miguel Mensitieri, Maurício Bastos Almeida, Ivonildo Calheira, Rogério Menezes, Maria Lúcia Martins, Márcia Rúbia, Márcia Auad, Odete Pithon, Oswaldo Braga, Domingos Ailton e Wilson Novais Jr..

Nas artes plásticas sobressaem os nomes de Edinízio Ribeiro, Alba Vasconcelos, Dicinho, Tico Torres, Carlos Éden (cartunista conhecido em todo o Estado), Edu Santana (cartunista e desenhista, criador da revista Come Comix, com diversos trabalhos publicados em revistas nacionais), José Hamilton, Emanuel Braga, Pithon, Raimundo Sampaio, Ivan Mariotti, Menezes Santos, Lula Martins, Georgete Mehlem,Val Rodrigues,Janice Santos, Telmo Carvalho.

Além do artesanato utilitário, pratica-se em Jequié o artesanato artístico de barro e madeira, com destaque para os artesãos Florisvaldo Figueiredo (conhecido, ainda, por Artiludo) e o mestre Josias (entalhador).

Em 1903 era criada a filarmônica A Lyra, presidida por Tibério Meira, seguida em 1905 da filarmônica União Recreativa, fundada pelo prof. Damião Vieira e regida pelo maestro Joaquim Pedro. Várias outras filarmônicas se sucederam, a última das quais, de nome Amantes da Lyra, que de 1989 a 1992, sob o comando do maestro Manuel Sebastião Araújo obteve o respeito da comunidade jequieense, desapareceu nos anos seguintes por falta de apoio dos poderes públicos.

Rosy Banda
Ainda na música, além dos já citados, merecem referência o maestro Zé Pereira (que dirigiu a banda Tabocas), o maestro Velásquez e Noca do Acordeon; a Orquestra Copacabana, nas décadas de 1950 e 1960; o conjunto Bossa Seis (década de 1960) e o Embalo Quatro. Já na década de 2000 contamos ainda com o conjunto Embalo Quatro e Cia, porém surgiram muitos outros artistas com grandes telentos. Destacando-se Rosy e Banda, com sucesso que até hoje estrapola o nosso estado com vários CDs vendidos, Moiséis e Banda (in memoria), Skema 3, Cangaia de Jegue(atualmente com sede em Salvador), Shau e os Anéis de Saturno entre outros.

O teatro teve presença marcante na década de 60, quando se destacaram Braz Orrico, Robson Roberto e Dr. Leto e seus Bonecos. Ainda nesse período foi montado, com sucesso, o texto infantil Pluft, o Fantasminha (de Maria Clara Machado). Em 1969, Wesley Macedo montou O Pagador de Promessas (de Dias Gomes), e em 1970 Eliziário de Carvalho montou Morte e Vida Severina (de José Cabral de Melo Neto). Nos anos 80 o Grupo Mala Cheia movimentou o setor, com a montagem de textos de criação coletiva e trazendo grupos de outras cidades. No começo dos anos 90 surgiram os grupos Roda Viva e Dez Estrelas, seguidos pelo Metamorfista.

Em 1991, o ator jequieense Gil Novais apresentou duas peças: Coisas e Loisas (de Samuel Becket, famoso dramaturgo) e Doce de Jiló (com g de Gil), de sua autoria. tambem com forte participação na formação de novos atores e atrizes através de suas oficinas de teatro marca presença o ator e diretor Carlos Augusto ( TATU ). Atualmente, o Centro de Cultura Antônio Carlos Magalhães, é o espaço reservado para apresentação de diversas peças com atores locais ou com grupos de teatro com fama nacional, através de investimentos dos empresários teatrais Astro Brayner e Barnabé.

Lazer


Escuna Asa Branca
Escuna Asa Branca
O lazer em Jequié conta com a Barragem da Pedra, com 72 km de águas represadas,onde se pode pescar, passear de barco, jet ski ou lancha; uma “prainha” foi construída na administração Lomanto Jr. (1993-96), mas não vem contando com a preferência da população em razão, da grande distância para cidade, da estrada perigosa e da falta de investimento na própria “prainha”.

Já a partir do ano de 2003 com a aquisição da Fazenda Paraíso pelos empresários Marcelo Marcos e Tony Cafezeiro, através do incentivo do já pescador e veterinário Paulo Galvão, proporcionou uma divulgação e valorização desta área. Hoje com a aquisição e construção de casas com visuais maravilhosos, tornou-se ainda mais bonita e bem freqüentada a Barragem de Pedras.

O último investimento na Barragem de Pedras foi através da família Brito com a aquisição da escuna “Asa Branca” que tem capacidade para até 80 pessoas, realizando passeios turísticos desde a Barragem até a cidade de Maracás, tendo como responsável o empresário Gilson Brito Filho.

Já no dia de São José, centenas de fieis vão a Gruta da barragem levando pedidos e buscando a proteção do Santo Padroeiro A cachoeira do Frisuba, com uma bela queda-d'água, situa-se nas imediações do frigorífico; a 5 km de Jequié, esta cachoeira é muito freqüentada, em especial, nos finais de semana, apesar de não apresentar nenhuma infra-estrutura que a recomende como área de lazer. Além desta cachoeira, várias cachoeiras e/ou quedas-d'água existem próximas a cidade, como por exemplo:a Bica, o Km 19 etc. Não podemos esquecer a existência de clubes sociais onde diversas pessoas freqüentam.Os mais conhecidos são: Jequié Tênis Clube (JTC), a AABB, o Clube dos Maçons e o mais recente clube do SESC.

Catedral de Jequié
Catedral de Sto. Antonio
Entre as festas religiosas, destacam-se a de Santo Antônio (padroeiro da cidade) e a de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (no Jequiezinho). A festa do padroeiro da cidade acontece nos treze dias que precedem o 13 de junho (dia de Santo Antônio), além das atividades religiosas acontecem várias atividades, com barracas montadas onde são servidas comidas típicas e bebidas. No dia 13, ao cair da tarde, acontece a grande e esperada procissão, que é acompanhada por milhares de pessoas de todas as classes e níveis sociais, numa comovente demonstração de fé. É o ponto alto da festa e marca seu final.

Outro evento esperado é a Exposição Agropecuária e Industrial de Jequié que acontece no Parque de Exposição Luís Braga. A festa dura quase uma semana e traz, além da exposição de animais premiados e vendas destes e de outros animais, atrações como cavalgadas e torneios eqüestres e apresentação de bandas e cantores famosos. A partir dos anos 2000, sob a presidência do Dr. Ivo leite, trazendo profundas inovações e ampliando de forma sugnificativa, a exposição também ganhou participação no calendário Nacional, o que há tornou ainda mais charmosa já que sua beleza natural é indiscutível.

Forró do Namoral
Em 1992 a Micareta obteve relativo sucesso nos primeiros anos mas, ainda nos anos 90, esta festa perdeu seu espaço. A prefeitura local preferiu investir no fortalecimento da festa junina. O São João de Jequié se tornou um dos maiores eventos juninos realizado no interior da Bahia. Vários palcos são montados na região central da cidade com shows de famosas bandas de forró. Mas, vale a pena citar, alguns espaços
Forró da Margarida
juninos tradicionais fora do eixo principal da festa. Entre eles: o São João no bairro do Cansanção, o da Caixa d'água e o da Fazenda Velha, entre outros. Estes espaços promovem shows de sanfoneiros e cantores regionais, além dos paus-de-sebo e quebra-potes. Alguns distritos e povoados, por sua vez, comemoram o São Pedro, mas sem a grandiosidade reservada ao São João.
Forró da Budega
A festa junina é financiada em grande parte pelo poder público, porém, alguns forrós são financiados pela iniciativa privada, para contribuir ainda mais com o engrandecimento dos nossos festejos e são os principais responsáveis pela presença maciça dos turistas em nosso evento. Nestes forrós, grandes bandas são contratadas e o acesso é restrito às pessoas que compram suas camisas como forma de entrada. Os mais famosos são: o Forró da Margarida, o Forró do Namoral e o Forró da Budega.
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