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O refúgio na Internet - jovens cada vez mais solitários

os brasileiros também são os maiores usuários do Facebook (94%), Youtube (85%) e WhatsApp (84%) - Foto Divulgação
os brasileiros também são os maiores usuários do Facebook (94%), Youtube (85%) e WhatsApp (84%) - Foto Divulgação

Investigadores do Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA), em Lisboa, revelam que jovens que passam muito tempo nas redes sociais se sentem mais sozinhos. Facebook, Twitter, Instagram ou YouTube não são solução. Os participantes, 548 jovens portugueses, revelaram que as redes sociais eram a sua atividade preferida. Os jovens foram avaliados quanto à percepção de solidão, ambiente familiar e se têm um “uso problemático da Internet”. É comum a solidão digital, as pessoas passam no mínimo duas horas por dia conectadas e esse canal de comunicação não é suficiente para proporcionar a riqueza sensorial que acontece quando o contato é presencial. “Quando falamos da Internet, não há informação a nível do olfato, por exemplo, e a forma que as pessoas falam é diferente”, detalha o cientista Rui Costa. Raquel Carvalho, que trabalha com adolescentes e crianças na Oficina da Psicologia, concorda. “Nota-se que com o mundo digital os jovens se refugiam muito na tecnologia e, por isso, as interações com os pares são mais pobres. É com relacionamentos cara a cara que se desenvolvem capacidades como a empatia e a cooperação”, sustenta. Ao diário, Raquel Carvalho adianta ainda que, ao nível das neurociências, “há hormonas que são produzidas como resposta à sensação de toque. É o caso da oxitocina“. A “hormona do amor” – ou “hormona do abraço” -, é libertada durante o toque com outros humanos. No cérebro, o neurotransmissor está relacionado com fenômenos como a criação de laços afetivos, empatia, desenvolvimento de confiança com outras pessoas e diminuição da agressividade. É importante que os amigos e a família busquem oportunizar encontros reais, que os pais estejam cientes e monitorem a quantidade de tempo pelo qual seus filhos estão conectados, que a conexão não seja apenas virtual, mas uma realidade. Mesmo com todas as adversidades, tirar um tempo para o lazer, a descontração para uma velha conversa faz bem. E o principal, não deixe sua família para o segundo plano.

Pais devem ficar atentos ao que os filhos acessam - Foto Divulgação
Pais devem ficar atentos ao que os filhos acessam - Foto Divulgação

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